Carlo Antico                   Nº 62

  8,0
O Heavy Metal nacional parece não se cansar de nos surpreender.A cada dia que passa, aparece uma banda nova, e muitas vezes, ela é muito boa. O Mr. Powerfull é mais um exemplo. Vindo de Lages (SC), o grupo aposta num Heavy Metal clássico, muito influenciado por Iron Maiden da época dos álbuns The Number Of The Beast, Piece Of Mind e Powerslave, ou seja, a melhor fase da Donzela.

Claro nem só de Maiden vive o Mr. Powerfull, uma vez que ouve-se muito de Judas Priest da fase Screming For Vegeance/Defenders Of The Faith na ótima Defenders Of The Black Faith e o início da faixa título lembra muito o Helloween da fase “Keepers”. André Graebin(V), Daniel Ampessan(G), Fabrício Gamba(G), Alessandro Mayans(B) e Eduardo Barp(D) devem manter o pique para futuros lançamentos.

 


  Antonio Carlos Monteiro    Nº 193


Um dos aspectos mais interessantes da cena heavy do Brasil é que dos locais menos provável surgem bandas dignas de respeito e destaque. A gelada Lages, no interior de Santa Catarina é uma dessas cidades. Pelo menos Três bandas de Heavy metal surgiram lá. todas elas do mais alto nível:

Razamanaz. Engrage e mais famosas de todas, Orquídea Negra. Hoje a Enrage já enceraram atividades e o Orquídea não da sinal de vida a um bom tempo, apesar de não estar oficialmente extinta.
Só que ex-integrantes dos três grupos se juntaram em dezembro de 200 "com a idéia de ser uma banda cover", conforme conta o baixista Alessandro Mayans - o único, a propósito, que não passou por nenhum daqueles três grupos. Ele diz que "após alguns shows comecamos a sentir a necessidade de investir em musicas próprias".
Com influencias baseadas em diversas tendências do metal, mas centrado em medalhões como Iron Maiden, Dio, Judas Priest e Black Sabbath, a banda
contava, no inicio com outros integrantes do Orquídea Negra Segundo Boca,naquela época. "o grupo não tinha nome, nem pretensão de alçar vôo." No entanto ele conta que. "em pouco tempo, nossa preocupação em executar cada vez melhorar as músicas passou a exigir mais de todos e ai se perceber que alguns integrantes não tinham o tempo necessário disponível." A partir dai, o primeiro passo foi fixar a formação, que acabou se estabilizando com Alessandro , os guitarristas Fabrício Gamba e Marcelo Pires, o baterista Eduardo Barp - os três com passagens pelo Engrave e pelo Razamanaz - e o vocalista André Graebin, Também conhecido como Boca.

Não demorou para que a galera heavy da cidade insistisse para que o quinteto mostrase seu heavy tradicional em um show. Foi então que a banda partiu a produção de seu show de estréia. mas antes era necessário batizar o grupo. Boca sugerio Mr.Powerfull (com um "L" só, como é o certo)
nome de uma música que ele cantava com o Orquídea e que também fazia parte do repertório da nova banda - e que além de tudo foi a primeira música que ele havia escrito no seu antigo grupo. só que, na hora de registrar o domínio na internet, descobriu-se que já havia registros com aquele nome. O negócio foi um "L" a mais e tocar o barco...
O sucesso da banda fio atingido tal nível que a conseqüência natural foi Sound of Destiny. CD de estréia do Mr.Powerfull. Lá estão oito temas (incluindo a musica que deu origem ao nome da banda) que mostram toda a vocação "maideniana" do quinteto, com vocais melodiosos e agressivos cozinha correta e pesadas e guitarras que alteram bases poderosas com licks e solos muitas vezes dobrados em terças. Fabrício diz que a banda até se surpreendeu com o resultado do disco, tendo em vista "o curto tempo de gravação e a ausência de um produtor"
Em seguida, pé na estrada. Marcelo confessa que no começo. "Foi realmente muito difícil, mais a partir da gravação da CD e da produção independente de vários shows aqui na região, começamos a ser mais solicitados para grandes eventos em nosso Estado"
Isso culminou num grande show de lançamento do disco no teatro da cidade-natal da banda "O teatro lotou e o publico ficou muito satisfeito".
comemora Alessandro. "Nós não esperávamos uma recepção tão boa por parte da galera".
Isso animou o Mr.Powerfull a continuar investindo forte em seu trabalho, estando em estudos até o lançamento de Sound of Destiny no “exterior:”Isso seria ótimo para nós", diz Marcelo , tanto que estamos procurando contatos com amigos que já tiveram assa experiência, afinal, qualquer tipo de ajuda é valida".
 


                                           Nº 207
  Cristiano Frank Gonçalves

Outubro 2003
O UNDERGROUND PELO BRASIL AFORA – A CENA DE SANTA CATARINA
A cena metal em Santa Catarina apresenta uma história relativamente longa, tendo como primeiro destaque a banda Orquidea Negra, formada em meados dos anos 80 pelo vocalista André “Boca” Graebin (atual MR.Powerfull). ...
(...) Afastado dos palcos por um período bastante longo, André “Boca” Graebin, ex-Orquidea Negra, ressurge na banda MR.Powerfull (Lages), mostrando-se com uma voz e4 performance cada vez melhores. Mantendo-se fiel ao heavy metal dos anos 80, a banda segue uma linha Iron Maiden e Judas Priest, até ganhando o título de “Judas Brasileiro” . A MR.Powerfull não quis perder tempo e, com apenas três anos de existência e sem lançar nenhuma demo, partiu direto para o álbum de estréia. (...)




  8,5                                     Nº 192
Esqueça o erro de ortografia do nome da banda. Porque o som que ela faz isso e muito mais. A origem do Mr.Powerfull está no vocalista André "Boca"Graebin ex-Orquidea Negra, que , mesmo de banda nova, continua fidelíssimo ao bom heavy tradicional, coisa que o quinteto faz com habilidade incomum.
Boas guitarras (muitas vezes com solos e riffs dobrados, na melhor tradição "Ironmaidenana") cozinha eficiente, produção a contento e, pricipalmente, ótimos vocais fazem o sucesso deste trabalho. Aliás, está no trabalho de Boca um dos diferebciais do Mr.Powerfull Dono de um agudo forte sem descambar para o falsete, ele continua sendo, como na época do Orquidea Negra, um ótima intérprete. E é claro que para isso colaboram em muito as ótimas musicas criadas pela banda, todas bem trapadas e, principalmente, muito bem construidas . Ou seja, o Mr.powerfull tem tudo para ser um nome muito falado na futuro - com erro e tudo. (ACM)
 
   



  7,5                          Nº 16
Oriundos de Santa Catarina, o Mr. Powerfull nos traz este CD, Sound Of Destiny, uma produção independente bem acabada, desde a gravação aos encartes. Os músicos executam um Heavy Tradicional honesto, direto, com linhas de guitarra trabalhadas e cozinha firme, apresentado nítidas influências de Iron Maiden. A banda só peca um pouco, mas pouco mesmo nos vocais, que apesar de ter um bom alcance, necessita de uma lapidada. Mas não é nada que comprometa este CD, e que certamente será resolvido com a estrada. É prazeroso ouvir sons como "Rainbow's Line ", "King of Madness"e a rápida "Defender's of the Black Faith", que chegam com simplicidade e acabam marcando. Vale a pena conferir. (RP)

 
   


                                           Nº 202
  Antonio Carlos Monteiro

12/04/2003
MR. POWERFULL ESBANJATALENTO EM TRIBUTO AO JUDAS PRIEST, EM LAGES/SC. Teatro Marajoara, Lages, interior de Santa Catarina. Foi a noite mais fria do ano numa das cidades mais frias do Brasil, a simpática Lages, no interior de Santa Catarina.
   Assim, cabia à banda de heavy metal local Mr. Powerfull fazer valer a pena sair de casa nesse autêntico clima polar, uma vez que prometia um show inesquecível para aquela noite. O quinteto começou acertando na ampla divulgação do show, chegando até mesmo a convidar a Rock Brigade para conferir a apresentação. E valeu a pena bater os dentes. Arrastando uma galera considerável ao teatro (incluindo caravanas oriundas de cidades próximas - e algumas nem tão próximas assim), a banda se preocupou em colocar luz e som decentes em cena, além de se cercar de aparatos acessórios, como cenários e um telão que mostrava o show ao vivo. Com essa organização nota dez, o Mr. Powerfull entrou em cena com os regulamentares trinta minutos de atraso mandando as músicas de seu primeiro CD, o ótimo Sound Of Destiny. Totalmente calcado no heavy tradicional, o grupo, após uma introdução com duas belas violonistas, mostrou logo de cara que tem os pré-requisitos necessários para fazer esse tipo de som. Eduardo Barp é um baterista econômico, mas absurdamente preciso; o baixista Alessandro Mayans não nega que já teve muitos posters de Steve Harris no quarto quando era moleque; as guitarras de Fabrício e Marcelo, por sua vez, mostram um entrosamento invejável, além de se destacarem nas bases e na escolha de timbres; e André "Boca" pode ser considerado um dos melhores vocalistas de metal da atualidade, com afinação e alcance irrepreensíveis. Após apresentar o disco quase na íntegra - e distribuir CDs e camisetas na pessoa de uma adorável "diabinha" -, o Mr. Powerfull foi para um intervalo do qual retornou para um
tributo ao Judas Priest. Impecável. Breaking The Law, Metal Gods e Painkiller, dentre outras, ficaram sem falhas na interpretação da banda. O destaque nem poderia ser outro: a entrada em cena de Boca no comando de uma moto (apresentada como "Suzy") na intro de Freewheel Burning. Profissionalismo e talento, quando juntos, raramente podem fazer algo não dar certo.
Este show foi uma prova cabal disso.


 

                
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